A juventude de hoje pretende querer carrear para si os "méritos" de ser rebelde, contestadora, revolucionária, etc. A juventude sempre teve o mesmo espírito, a mesma afoiteza, em todas as épocas, em todos os lugares, só que a juventude de ontem não tinha à mão, com tanta facilidade, as drogas, o carro do papai (houve a época em que nem carro existia, é claro), os motéis, a pílula, os meios de comunicação, e por aí vai.
Naquela época, a família vivia reunida (eu não disse realizada, necessariamente). Havia o chefe, o pai todo-poderoso. A mãe, uma semi-deusa, que seria de ele entre os vis mortais (os filhos) e o dono do Olimpo.
Verdadeira ou hipocritamente, todos ali, na família de ontem, reunidos á mesa do jantar ou ao redor da lareira, viviam mais felizes e seguros de si, amparados e presos nos laços da família, célula-mater da sociedade; havia mais calor humano (pelo menos perto da lareira); mais confiabilidade e apoio mútuo, mais responsabilidade, maior entrosamento e, conseqüentemente, maior poder de comunicação.
A juventude de ontem também foi rebelde e cheia de modismos com uma diferença: o jovem de ontem, considerado rebelde, é o que ousava brigar com os pais, matar aula, beber cerveja ou vinho escondido dos pais, deixar de ir à igreja... O jovem rebelde de hoje, o de "cabeça-feita", o moderno, é aquele que, quase sempre drogado, toma as chaves do carro do pai, e sai por aí em alta velocidade, joga o carro no abismo ou pior, tromba em outro veículo e mata, às vezes, uma família inteira...
Será que liberar é ser irresponsável, não se preocupar com os estudos, com o trabalho, renegar a família?
Será que realizar é viver no mundo cor-de-rosa das drogas, "viajando" para o além?
Será que o "sentimento de culpa" é sinônimo de irresponsabilidade?
Será que liberar e realizar é reunir-se com os filósofos intelectuais dos barzinhos e reformar o mundo, ali na mesa, diante das perfumarias e das drogas? (O pior é que esses revolucionários soldados dos bares acordam, no dia seguinte, com tanta dor de cabeça e mal-estar, que têm de ingerir alguma coisa, para recuperar "o equilíbrio da situação" e tentar lembrar-se dos planos que foram traçados na véspera, ou voltar lá, no bar, e começar tudo de novo).
Veio a liberação sexual, mas veio a masculinização da mulher e a feminização do homem, com a moda unissex, por exemplo, que por trás do fato de ser um sistema de merchandising altamente rentável, pretende que o rapaz e a moça de despersonalizem e percam, cada um, sua identidade sexual. Daí essa tendência maior que vem ocorrendo ao homossexualismo.
Um conhecido psicanalista dizia que o homem e a mulher são, cada um, duas "metades" isoladas e diferentes que se completam com a união de corpos e mentes, perenem duradoura e equilibrada. E tem mais: relações heterossexuais, homem e mulher, mulher e homem, para que uma metade possa completar a outra. A frustração sexual é tão marcante em nossa vida, que alguns teóricos dizem que tanto Hitler quanto Napoleão tentaram conquistar o mundo como compensação de algum trauma de origem sexual...
Com a despersonalização sexual vem a insegurança, a frustração, e a incapacidade para a auto-realização, sobretudo profissional. Ademais, o incentivo às relações homossexuais pode ser um recurso que objetiva também o controle da natalidade, no futuro, porque, afinal de contas, em relação sexual homem com homem e e mulher com mulher não consta que se possa gerar filhos.
Como dizíamos, "deram" a liberação sexual para o jovem, mas cobra-se dele a perda da identidade sexual. Encheram-no de fantasias sexuais, apenas, porque estas "fazem diminuir a capacidade intelectual, o desempenho mental, manual e, enfim, o potencial humano".
Reformar o mundo é cada um cumprir sua parte no trabalho, na família, na comunidade. É amar o nosso irmão, porém sem subjugá-lo aos nossos vícios e às nossas tendências. Sem despersonalizá-lo, enfim. Mas não é amar apenas filosófica ou liricamente. É participar da vida dele, conhecer seu íntimo e caminhar com ele.
Trecho de materia sobre NOSSO ALERTA: a juventude está sendo despersonalizada no site http://members.libreopinion.com/us/revision5/a-juvent.htm q achei muito interessante por retratar a minha preocupação com os jovens de hoje. Caso se interessem vejam a materia toda no site acima.
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